O que se passa neste terceiro capítulo do livro de Papert é que no caso da segunda loja, onde “não se podia analisar os produtos”, “era impossível espreitar o que estava nos CD-ROM”, ou seja, as pessoas acabam por ser, nestes casos, influenciadas pela capa e pelos slogans que o software continha. Isto significa que somos, muitas vezes, influenciados pelas publicidades deixando de parte a componente educativa e a boa aprendizagem, isto é, a interacção que uma criança deve encontrar no software.O construtivismo que defende que a aprendizagem é mais eficaz quando é auto dirigida, ou seja, a criança deve aprender por si próprio através de pesquisas e consoantes os seus interesses, de modo a que a criança comande o computador e não o contrário, pois segundo o autor, "a aprendizagem é facilitada quando é auto dirigida". A relação entre os pais e o software é tão excessiva que estes consumidores chegam a ser levadas ao consumo apenas pelo valor mágico (slogans) que lhes atribuem.
Slogans como:
o “A máquina é activa, ao contrário da criança”;
o “É tão divertido que o seu filho nem se apercebe que está a aprender”;
o “Ela estará tão satisfeita que nem sequer sabe que se trata de matemática”;
A verdade é que o marketing e a publicidade são peritos a construir discursos que nos envolvem e nos embalam, exercendo uma influência sobre nós que por vezes enganam.

Sem comentários:
Enviar um comentário